VOLATILIDADE CONDICIONAL E RISCO NA SÉRIE DE RETORNOS DOS PREÇOS DO CAFÉ NO PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.31864/2447-2921.2026.7942Palavras-chave:
Preços, Retorno, Relação Risco-RetornoResumo
O artigo analisa o risco associado às oscilações da série de retornos dos preços do café no
estado do Paraná, utilizando a série de preços reais do quilo do café em coco recebidos
pelos produtores entre julho de 1994 e dezembro de 2025. Os preços foram inicialmente
deflacionados e, em seguida, convertidos em retornos, os quais foram modelados por
meio de modelos univariados de volatilidade condicional da família ARCH. Entre as
especificações estimadas, os modelos GARCH (1,1) e EGARCH (1,1) apresentaram
melhor ajuste aos dados. A volatilidade condicional estimada foi empregada no cálculo
do Value at Risk (VaR), permitindo mensurar o risco de preço enfrentado pelos
produtores. Os resultados indicaram elevada persistência da volatilidade, evidenciando
que choques nos preços do café tendem a produzir efeitos duradouros. O modelo
EGARCH (1,1) revelou ainda a presença de assimetria na volatilidade, indicando que
choques positivos e negativos afetam a variância de forma distinta. As estimativas de VaR
obtidas pelos dois modelos foram semelhantes, apontando para um nível significativo de
risco de preço no mercado cafeeiro paranaense. Os testes de backtesting confirmaram o
bom desempenho preditivo dos modelos, reforçando sua utilidade como ferramentas de
apoio à gestão de risco e à tomada de decisão no setor cafeeiro. Com essas métricas a
empresa poderá gerenciar melhor seu negócio. Por exemplo, sabendo-se a perda potencial
máxima estimada pelos modelos estudados, a empresa rural poderá manter reservas de
capital adequadas para honrar compromissos financeiros, como empréstimos e compra de
insumos.