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Recebido em: 13.03.2026

Aprovado em: 10.04.2026

Avaliado pelo: Sistema Double Blind Review


TURISMO E INTELIGÊNCIA TERRITORIAL: ANÁLISE DO MANUAL DE MAPEAMENTO SITUACIONAL DE GOIÁS


TOURISM AND TERRITORIAL INTELLIGENCE: ANALYSIS OF THE SITUATIONAL MAPPING MANUAL OF GOIÁS


Diego Carneiro Oliveira1

E-MAIL: diiego.olliveeiira@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0009-0004-8208-8356


Victória de Melo Leão2

E-MAIL: victoriachemical@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0009-0004-8381-7485

Giovanna Adriana Tavares Gomes3

E-MAIL: giotavares.adriana@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6742-5447


RESUMO

O artigo analisa o Manual do Mapeamento Situacional 2025, elaborado pelo Observatório do Turismo do Estado de Goiás, como instrumento de inteligência territorial para subsidiar o planejamento e a gestão pública do turismo. A pesquisa, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, fundamenta-se em análise documental do manual e revisão bibliográfica sobre planejamento turístico, observatórios de turismo, inteligência territorial e gestão baseada em evidências. Os resultados evidenciam que a metodologia proposta integra indicadores demográficos, socioeconômicos, institucionais, territoriais e digitais, superando abordagens centradas exclusivamente na oferta turística. O modelo favorece a produção de diagnósticos comparáveis entre os municípios goianos, fortalece a regionalização do turismo e qualifica a formulação de políticas públicas orientadas por dados. Destaca-se ainda a incorporação de informações provenientes de plataformas digitais como complemento às bases oficiais, ampliando a compreensão sobre a visibilidade dos destinos. Conclui-se que o manual representa uma referência metodológica relevante para a consolidação da inteligência pública no turismo, embora sua efetividade dependa da atualização contínua dos dados, da capacitação técnica das equipes e da incorporação dos diagnósticos aos processos de tomada de decisão.

Palavras-chave: Goiás. Mapeamento Situacional. Políticas Públicas. Tomada de Decisão. Observatórios de Turismo.


ABSTRACT

This article analyzes the 2025 Situational Mapping Manual, developed by the Goiás State Tourism Observatory, as a territorial intelligence tool to support tourism planning and public management. The study adopts a qualitative, descriptive, and exploratory approach based on document analysis of the manual and a literature review on tourism planning, tourism observatories, territorial intelligence, and evidence-based management. The findings demonstrate that the proposed methodology integrates demographic, socioeconomic, institutional, territorial, and digital indicators, moving beyond approaches focused solely on tourism attractions. The model enables the production of comparable diagnoses across Goiás municipalities, strengthens tourism regionalization, and supports data-driven public policymaking. It also incorporates information from digital platforms as a complement to official databases, expanding the understanding of destination visibility. The study concludes that the manual constitutes an important methodological reference for strengthening public intelligence in tourism, although its effectiveness depends on continuous data updating, technical capacity building, and the effective integration of diagnostic results into decision-making processes.

Keywords: Goiás. Situational Mapping. Public Policies. Decision-Making. Tourism Observatories.


1. INTRODUÇÃO


O planejamento turístico contemporâneo demanda instrumentos capazes de qualificar a gestão pública por meio de dados sistematizados, territorializados e comparáveis. Nesse contexto, a produção de diagnósticos situacionais assume papel estratégico, uma vez que permite compreender as condições estruturais dos destinos, identificar potencialidades e fragilidades e subsidiar a formulação de políticas públicas mais coerentes com as realidades locais (BRASIL, 2024; RBOT, 2022). A centralidade dos dados, dos estudos confiáveis e dos mecanismos de gestão inteligente também aparece entre as diretrizes recentes do planejamento turístico nacional, reforçando a importância de estruturas analíticas capazes de orientar decisões públicas com maior precisão (BRASIL, 2024).

No estado de Goiás, esse movimento se materializa por meio do Manual do Mapeamento Situacional 2025, elaborado no âmbito do Observatório do Turismo do Estado de Goiás. O documento propõe uma leitura técnica dos municípios goianos a partir de dimensões demográficas, socioeconômicas, territoriais e setoriais, buscando superar abordagens limitadas à descrição de atrativos e avançar na construção de diagnósticos mais integrados (GOIÁS TURISMO, 2025).

O conceito de mapeamento situacional refere-se justamente à elaboração de diagnósticos territoriais capazes de integrar diferentes dimensões sociais, econômicas, espaciais e institucionais na interpretação de determinado fenômeno. No turismo, essa abordagem permite compreender os destinos para além da existência de atrativos, incorporando indicadores relacionados à infraestrutura, governança, dinâmica econômica, formalização e organização territorial. Dessa forma, o mapeamento situacional aproxima-se das discussões sobre inteligência territorial e gestão de destinos baseada em evidências, nas quais a informação deixa de ser apenas apoio administrativo e passa a constituir recurso central para o planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas (PERINOTTO et al., 2022; PACHECO; MARQUES, 2025).

A relevância dessa abordagem decorre do entendimento de que o turismo não se estrutura de forma isolada, mas depende das condições gerais de organização do território. O espaço turístico, nessa perspectiva, deve ser compreendido como produto de relações sociais, econômicas, culturais e institucionais, e não apenas como cenário físico de visitação. Assim, a análise de indicadores de infraestrutura, renda, trabalho, governança e bem-estar urbano torna-se indispensável para interpretar a capacidade de um município consolidar-se como destino turístico (ANJOS, 2004).

A gestão de destinos turísticos baseada em evidências tem ganhado centralidade nos debates acadêmicos e institucionais por responder à necessidade de superar práticas decisórias pautadas exclusivamente em percepções subjetivas, pressões conjunturais ou interesses político-administrativos imediatos. Para Perinotto et al. (2022), os observatórios de turismo assumem papel estratégico nesse processo ao atuarem como núcleos de produção, tratamento e difusão de informações capazes de orientar o planejamento e ampliar a competitividade dos destinos. Nessa perspectiva, os dados não são meramente descritivos, mas operam como insumos para a formulação de políticas públicas mais racionais, transparentes e territorialmente aderentes.

A Rede Brasileira de Observatórios de Turismo defende a padronização metodológica, a comparabilidade de indicadores e a integração entre diferentes escalas de análise como elementos fundamentais para a consolidação de uma inteligência pública no setor (RBOT, 2022). Isso significa reconhecer que a gestão do turismo requer não apenas a coleta de dados, mas também sua organização em estruturas analíticas capazes de interpretar dinâmicas territoriais, monitorar tendências e orientar decisões de curto, médio e longo prazo.

No campo do planejamento territorial do turismo, Anjos (2004) propõe que o território turístico seja compreendido a partir da relação entre fixos e fluxos. Os fixos correspondem aos elementos materiais do espaço, como infraestrutura urbana, equipamentos, edificações e recursos naturais, enquanto os fluxos dizem respeito às dinâmicas econômicas, sociais e culturais que circulam por esse território. Tal perspectiva desloca a análise do turismo de uma visão centrada apenas na existência de atrativos para uma leitura sistêmica do espaço, considerando as condições efetivas de funcionamento do destino. Essa abordagem dialoga com a noção de turistificação desenvolvida por Knafou (1996), segundo a qual o turismo resulta de um processo de transformação territorial em que recursos e patrimônios passam a ser apropriados, organizados e convertidos em oferta. Em outras palavras, não basta que um município possua patrimônio natural, cultural ou histórico; é necessário que existam condições institucionais, estruturais e econômicas capazes de sustentar sua inserção na dinâmica turística.

Em perspectiva mais recente, estudos sobre desenvolvimento territorial orientado por observatórios demonstram que esses dispositivos podem funcionar como instrumentos de inteligência territorial, capazes de fomentar integração entre atores, leitura regional e decisões mais articuladas sobre o espaço turístico (PACHECO; MARQUES, 2025). Além disso, pesquisas sobre os Planos Nacionais de Turismo evidenciam que os indicadores desempenham papel importante ao longo do ciclo das políticas públicas, desde o diagnóstico até a avaliação, reforçando a relevância de instrumentos metodológicos capazes de organizar informações de modo consistente (PIMENTEL; SOARES, 2025).

No caso goiano, o mapeamento situacional incorpora essa visão ampliada ao reunir indicadores que ultrapassam a oferta turística em sentido estrito e alcançam dimensões como demografia, infraestrutura, desempenho municipal, formalização e governança. Assim, o método proposto pelo manual aproxima-se da literatura que defende uma leitura multidimensional do turismo, na qual o desenvolvimento do setor está diretamente relacionado às condições de organização do território e à capacidade dos entes públicos de produzir diagnósticos consistentes (PERINOTTO et al., 2022; RBOT, 2022).

Diante disso, este artigo tem por objetivo analisar a estrutura metodológica do Manual do Mapeamento Situacional 2025, destacando sua construção, seus fundamentos analíticos e sua aplicabilidade como instrumento de apoio à tomada de decisão no planejamento turístico do estado de Goiás. A relevância do estudo reside na necessidade de compreender como a articulação entre diferentes bases de dados e dimensões de análise pode contribuir para fortalecer a gestão pública, a regionalização do turismo e a produção de diagnósticos mais qualificados no contexto goiano (BRASIL, 2024; GOIÁS TURISMO, 2025).



2. METODOLOGIA


Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, desenvolvida por meio de análise documental e revisão bibliográfica. O objeto central da investigação é o Manual do Mapeamento Situacional 2025, elaborado pelo Observatório do Turismo do Estado de Goiás, tomado como referência metodológica para análise da organização e estruturação do modelo proposto.

A escolha da análise documental justifica-se pelo fato de o manual constituir um instrumento técnico-normativo que reúne procedimentos, indicadores e diretrizes operacionais voltados à elaboração de diagnósticos territoriais dos municípios goianos. Assim, o interesse do artigo não está na aplicação empírica do método a um município específico, mas na compreensão de sua arquitetura metodológica e de sua capacidade de subsidiar políticas públicas no turismo (GOIÁS TURISMO, 2025).

De forma complementar, foram utilizadas referências relacionadas ao planejamento turístico, à inteligência territorial, aos observatórios de turismo e à gestão baseada em evidências, buscando compreender os fundamentos conceituais que sustentam a proposta metodológica do manual (ANJOS, 2004; BRASIL, 2024; PERINOTTO et al., 2022; RBOT, 2022).

A construção metodológica do mapeamento situacional parte da articulação entre diferentes dimensões do território. Em vez de restringir-se ao inventário da oferta turística, o modelo integra dados demográficos, socioeconômicos, territoriais, institucionais e digitais, compondo uma leitura ampliada dos municípios. Essa estrutura aproxima-se das discussões sobre inteligência territorial e desenvolvimento orientado por dados, nas quais o turismo é interpretado como fenômeno relacionado às condições gerais de organização do espaço (PACHECO; MARQUES, 2025).

A operacionalização do método organiza-se em eixos complementares. O primeiro refere-se ao contexto demográfico e histórico, incluindo informações sobre população, densidade demográfica, formação territorial e caracterização geral do município. O segundo eixo corresponde ao contexto socioeconômico e de infraestrutura, contemplando indicadores como rendimento nominal mensal per capita, pessoal ocupado, Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) e Índice de Desempenho dos Municípios (IDM). O terceiro eixo abrange o contexto turístico e institucional, envolvendo dados sobre Atividades Características do Turismo, formalização via CADASTUR, arrecadação vinculada ao setor e aspectos relacionados à governança municipal e regional (GOIÁS TURISMO, 2025).

Outro elemento relevante do método é a incorporação de uma dimensão digital, utilizando plataformas como Google Maps e Instagram para observar visibilidade, relevância e engajamento de equipamentos turísticos. Embora essas plataformas não substituam dados oficiais, sua presença demonstra uma tentativa de atualização metodológica, aproximando os diagnósticos das formas contemporâneas de circulação da informação e da percepção dos usuários sobre os destinos turísticos.

A análise documental permitiu identificar que a lógica metodológica do manual está orientada por dois princípios centrais: padronização e sensibilidade territorial. A padronização favorece a comparabilidade entre os municípios goianos, enquanto a sensibilidade territorial busca evitar interpretações genéricas ou descoladas das especificidades locais. Tal equilíbrio aproxima o modelo das diretrizes contemporâneas da gestão pública baseada em evidências e da inteligência territorial aplicada ao turismo (RBOT, 2022; PERINOTTO et al., 2022).


3. RESULTADOS E DISCUSSÕES


A análise do Manual do Mapeamento Situacional 2025 evidencia que sua principal contribuição reside na organização de um referencial técnico capaz de qualificar a leitura dos municípios goianos sob múltiplas dimensões. Ao articular dados sobre população, infraestrutura, desempenho socioeconômico, governança e estruturação do turismo, o instrumento oferece uma base analítica mais robusta para o planejamento público e para a regionalização do setor (GOIÁS TURISMO, 2025). Essa perspectiva está alinhada ao entendimento de que o desenvolvimento turístico depende da produção de conhecimento territorialmente situado e metodologicamente estruturado (PERINOTTO et al., 2022).

Uma contribuição importante do modelo é a possibilidade de relacionar o desenvolvimento do turismo às condições gerais de bem-estar urbano e organização do território. A presença de indicadores como IBEU e IDM demonstra que a análise proposta pelo manual não se restringe à existência de atrativos ou à movimentação econômica do setor, mas considera fatores estruturais que condicionam tanto a experiência do visitante quanto a qualidade de vida da população residente (IMB, 2020; GOIÁS TURISMO, 2025). Isso reforça a ideia de que o turismo não pode ser planejado de forma dissociada de políticas públicas mais amplas, voltadas à infraestrutura, mobilidade, saúde, segurança e serviços coletivos (BRASIL, 2024; ANJOS, 2004).

No campo da formulação de políticas públicas, o mapeamento situacional apresenta potencial para qualificar a definição de prioridades e orientar estratégias de investimento. Ao permitir a identificação de municípios com presença de atividades turísticas, mas com baixa formalização, frágil capacidade institucional ou insuficiência de infraestrutura de apoio, o método favorece a tomada de decisão mais contextualizada e menos baseada em demandas isoladas (GOIÁS TURISMO, 2025). Esse aspecto é coerente com a diretriz nacional de associar planejamento, regionalização, governança e uso de dados para orientar políticas do setor (BRASIL, 2024).

Outro resultado expressivo é a harmonização de indicadores entre os 246 municípios goianos. Em um estado marcado por forte heterogeneidade territorial, a existência de uma matriz comum de leitura representa avanço importante para o Observatório do Turismo de Goiás, pois amplia as possibilidades de comparação, monitoramento e identificação de desigualdades regionais. Tal harmonização não elimina as singularidades locais, mas oferece uma linguagem comum para a análise técnica e para a construção de diagnósticos em escala estadual, aspecto coerente com as recomendações da RBOT sobre padronização metodológica e integração de informações (RBOT, 2022).

Do ponto de vista metodológico, a combinação entre bases oficiais e sinais digitais constitui um diferencial do modelo. A inclusão de plataformas digitais amplia a capacidade de observação sobre visibilidade e engajamento dos equipamentos turísticos, aproximando o diagnóstico da realidade contemporânea da circulação informacional. Contudo, essa dimensão deve ser interpretada com cautela, uma vez que a visibilidade digital não corresponde automaticamente à relevância territorial nem à qualidade objetiva da oferta turística. Portanto, sua utilização mostra-se mais consistente quando articulada a indicadores estatísticos e institucionais, e não como fonte autônoma de validação diagnóstica (PIMENTEL; SOARES, 2025).

Apesar de suas potencialidades, a análise do método também evidencia desafios. A efetividade do mapeamento depende da atualização contínua das bases secundárias, da capacidade técnica das equipes responsáveis por interpretar os dados e da incorporação efetiva dos diagnósticos ao processo decisório. Sem esses elementos, há risco de que o instrumento se converta em documento formal com baixa incidência prática sobre as políticas públicas. A literatura recente sobre observatórios e desenvolvimento territorial também mostra que a transformação da informação em governança efetiva depende de articulação institucional, coordenação entre atores e continuidade das rotinas de produção de conhecimento (PACHECO; MARQUES, 2025).

Ainda assim, o modelo se destaca por contribuir para a consolidação de uma cultura de planejamento mais técnica, integrada e territorialmente orientada. Mais do que um guia de coleta de dados, o manual se apresenta como instrumento de inteligência territorial, articulando produção de informação, leitura diagnóstica e apoio à governança pública do turismo em Goiás (GOIÁS TURISMO, 2025; PERINOTTO et al., 2022).


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


A análise do Manual do Mapeamento Situacional 2025 permite afirmar que o instrumento se configura como referência metodológica relevante para o planejamento turístico do estado de Goiás. Sua principal contribuição reside na construção de uma leitura territorial ampliada, capaz de integrar indicadores demográficos, socioeconômicos, institucionais, territoriais e digitais em uma mesma estrutura analítica.

Ao deslocar o foco da simples listagem de atrativos para a análise das condições estruturais que sustentam a atividade turística, o manual contribui para qualificar a compreensão do turismo como fenômeno territorial complexo. Nessa perspectiva, o desenvolvimento turístico deixa de ser interpretado como resultado automático da existência de patrimônio ou vocação local e passa a ser compreendido à luz de fatores como infraestrutura, governança, formalização, bem-estar urbano e capacidade institucional.

Observa-se, ainda, que a construção metodológica do modelo apresenta coerência com debates contemporâneos sobre inteligência territorial, observatórios de turismo e gestão pública baseada em evidências. A harmonização de indicadores e a padronização dos procedimentos ampliam a comparabilidade entre os municípios e fortalecem a atuação do Observatório do Turismo de Goiás, ao mesmo tempo em que preservam espaço para a interpretação das especificidades territoriais.

Como desafios, destacam-se a necessidade de atualização constante das bases utilizadas, o fortalecimento técnico das equipes envolvidas e a transformação efetiva dos diagnósticos em ações concretas no território. O valor do mapeamento situacional não está apenas na reunião de informações, mas na sua capacidade de orientar políticas públicas, apoiar processos de governança e subsidiar estratégias de desenvolvimento turístico regionalizado.

Conclui-se, portanto, que o modelo adotado em Goiás ultrapassa a condição de instrumento operacional e se afirma como estratégia de organização da inteligência pública para o turismo. Sua continuidade e aperfeiçoamento poderão contribuir não apenas para o fortalecimento do planejamento estadual, mas também para a consolidação de referências metodológicas aplicáveis a outros contextos regionais.


REFERÊNCIAS


ANJOS, Francisco Antonio dos. Processo de planejamento e gestão de territórios turísticos. 2004. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.


BRASIL. Ministério do Turismo. Plano Nacional do Turismo 2024-2027: o turismo movendo o Brasil. Brasília: Ministério do Turismo, 2024.


GOIÁS TURISMO. Manual do Mapeamento Situacional 2025. Goiânia: Observatório do Turismo do Estado de Goiás, 2025.


KNAFOU, Rémy. Turismo e território: por uma abordagem científica do turismo. In: RODRIGUES, Adyr Balastreri (org.). Turismo e geografia: reflexões teóricas e enfoques regionais. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 62-74.


PACHECO, Laissa; MARQUES, Osiris. Desenvolvimento territorial orientado pelos observatórios de turismo: uma análise sobre a Região Turística Baixada Verde (RJ). Turismo: Visão e Ação, Balneário Camboriú, v. 27, e20688, 2025. Disponível em: https://dxdoi.org/10.14210/tva.v27.20688. Acesso em: 12 mar. 2026.


PERINOTTO, André Riani Costa et al. Gestão de destinos turísticos baseada em evidências: proposta de modelo conceitual de observatórios de turismo. Rosa dos Ventos – Turismo e Hospitalidade, Caxias do Sul, v. 14, n. 3, 2022.


PIMENTEL, Maurício Ragagnin; SOARES, Rafael Brandolt. Planos nacionais de turismo do Brasil a partir de seus indicadores. Revista de Turismo Contemporâneo, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 646–667, 2025. DOI: 10.21680/2357-8211.2025v13n1ID37225. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/turismocontemporaneo/article/view/37225. Acesso em: 12 mar. 2026.


REDE BRASILEIRA DE OBSERVATÓRIOS DE TURISMO. Manual de metodologias de pesquisa em turismo 2022. Belo Horizonte: RBOT, 2022.



1 Discente do curso de Bacharelado em Turismo do IFG - Instituto Federal de Goiás, Guia de Turismo Nacional e América do Sul pela ETEC - Escola Técnica Estadual, Pesquisador e Analista de Dados voluntário do Observatório do Turismo do Estado de Goiás da Goiás Turismo, Pesquisador voluntário do Observatório de Inteligência Turística da ABBTUR Nacional e Pesquisador da PDCA Pesquisa e Inteligência. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6186867663925115.

2Turismóloga, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (2015), Pedagoga pelo Instituto da Consciência/Faculdade Delta (2024), Pós-graduada em Docência no Ensino Superior pela FABEC Goiás (2016) e MBA em ESG: Gestão e Investimentos pela Universidade Estácio de Sá. Mestre em Ambiente e Sociedade pela Universidade Estadual de Goiás (2018). Pesquisadora Sênior PDCA Pesquisa e Inteligência. Pesquisadora voluntária do Observatório de Inteligência Turística da ABBTUR Nacional. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/4644543411323864.

3 Doutora em Ciências Sociais e Performances Culturais pela Universidade Federal de Goiás, mestre em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí, especialista em Gestão em Turismo e Hotelaria, Administração do Setor Público, Administração em Marketing de Serviços e Social, além de MBA em Gestão de Projetos e MBA Executivo em Coaching. É bacharela em Turismo e graduada em Marketing. Atua na área de pesquisa aplicada, com experiência em turismo, hotelaria, eventos, marketing, gestão comercial e inteligência de mercado. É servidora pública do Estado de Goiás, coordenadora do Observatório do Turismo do Estado de Goiás, coordenadora do OBITUR/ABBTUR Nacional, presidente da ABBTUR-GO e da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT). Agência Estadual de Turismo de Goiás (Goiás Turismo) / Observatório do Turismo do Estado de Goiás. SESC Goiás. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/9245967497361899.

48 Revista Brasileira dos Observatórios de Turismo - ReBOT, Natal/RN, v.5, n.2, Dossiê 4ª Mostra de Pesquisa Científica e Mercadológica da RBOT, p. 45-54, 2026.