Shape2



Recebido em: 13.03.2026

Aprovado em: 10.04.2026

Avaliado pelo: Sistema Double Blind Review


VULNERABILIDADE INFORMACIONAL DO TURISMO E GOVERNANÇA MULTIESCALAR NAS FRONTEIRAS DA AMAZÔNIA


INFORMATIONAL VULNERABILITY OF TOURISM AND MULTISCALAR GOVERNANCE IN THE AMAZONIAN BORDERLANDS


Jordana de Souza Cavalcante1

E-MAIL: jordanacavalcante@usp.br

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5784-4250


Amanda Alves Borges2

E-MAIL:  amanda.borges@usp.br

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6270-5389


Grislayne Guedes Lopes da Silva3

E-MAIL: grislayne.silva@alumni.usp.br

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7366-7373


RESUMO

O estudo analisa a vulnerabilidade informacional do turismo nas regiões fronteiriças da Amazônia brasileira, discutindo como a ausência ou fragilidade de observatórios de turismo compromete a governança multiescalar, a cooperação transfronteiriça e o planejamento turístico baseado em evidências. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e analítico, fundamentada em revisão de literatura, análise documental e comparação institucional entre os estados de Roraima, Amazonas, Amapá e Acre. Como contribuição teórico-metodológica, propõe o Modelo Analítico de Inteligência Territorial Transfronteiriça (MAITT), estruturado para avaliar infraestrutura informacional, redes de cooperação e capacidade institucional em territórios de fronteira. Os resultados evidenciam fragmentação institucional, ausência de indicadores harmonizados, baixa integração entre países vizinhos e limitada produção de inteligência territorial, configurando um cenário de assimetria informacional que dificulta o monitoramento dos fluxos turísticos e a formulação de políticas públicas integradas. Conclui-se que a criação de observatórios de turismo com enfoque transfronteiriço constitui estratégia essencial para fortalecer a cooperação internacional, reduzir desigualdades informacionais, qualificar a governança territorial e promover o desenvolvimento sustentável das fronteiras amazônicas.

Palavras-chave: Observatórios. Cooperação transfronteiriça. Assimetria informacional. Planejamento turístico.


ABSTRACT

This study examines the informational vulnerability of tourism in the Brazilian Amazon border regions, discussing how the absence or institutional fragility of tourism observatories undermines multilevel governance, cross-border cooperation, and evidence-based tourism planning. The research adopts a qualitative, exploratory, and analytical approach based on literature review, documentary analysis, and institutional comparison of the states of Roraima, Amazonas, Amapá, and Acre. As a theoretical and methodological contribution, it proposes the Cross-Border Territorial Intelligence Analytical Model (MAITT), designed to assess informational infrastructure, cooperation networks, and institutional capacity in border territories. The findings reveal institutional fragmentation, a lack of harmonized indicators, limited integration among neighboring countries, and insufficient territorial intelligence, resulting in significant informational asymmetries that hinder the monitoring of tourism flows and the formulation of integrated public policies. The study concludes that establishing cross-border tourism observatories is a strategic measure to strengthen international cooperation, reduce informational inequalities, improve territorial governance, and foster sustainable development in the Amazon border regions.

Keywords: Tourism observatories; Cross-border cooperation; Informational asymmetry; Tourism planning.


1. INTRODUÇÃO


O turismo constitui uma atividade intensiva em informação, que é territorialmente enraizada, cuja competitividade depende, de modo crescente, da capacidade de produzir, integrar e interpretar dados estratégicos. A incorporação de tecnologias digitais e a consolidação de novos modelos de governança transformaram os sistemas de inteligência de mercado e a organização dos fluxos turísticos, ampliando a centralidade da informação na formulação de políticas públicas e estratégias empresariais (Roque; Fernandes; Sardo, 2012). Em territórios complexos, especialmente nas regiões de fronteira, onde dinâmicas culturais, econômicas, ambientais e de mobilidade se sobrepõem, a gestão da informação turística adquire maior complexidade, exigindo arranjos institucionais capazes de articular múltiplas escalas administrativas e diferentes atores sociais.

A integração do planejamento e do monitoramento turístico entre países enfrenta obstáculos que transcendem limitações técnicas. Assimetrias institucionais e distintos arranjos de governança multinível configuram barreiras estruturais à coordenação transfronteiriça (Stoffelen, 2024). Divergências nas escalas administrativas, nas culturas decisórias e na arquitetura das políticas públicas dificultam a consolidação de bases de dados compartilhadas e a comunicação interinstitucional (García-Álvarez; Trillo-Santamaría, 2013). Em diversos contextos, estruturas regionais descentralizadas necessitam dialogar com sistemas nacionais mais centralizados do país vizinho, gerando fragmentação informacional e sobreposições normativas que comprometem a efetividade do planejamento integrado.

As incompatibilidades operacionais aprofundam essas dificuldades. A divisão de responsabilidades entre agências públicas, organismos de turismo e atores privados impõe elevada burocracia e dispersão de informações (Timothy, 1999). Diferenças nos sistemas de reservas, nas regulamentações territoriais e nas metodologias de mensuração de visitantes dificultam a construção de bases comparáveis (Hartmann, 2006). Mesmo em destinos não fronteiriços, o monitoramento de fluxos turísticos já constitui desafio metodológico relevante; quando envolve circulação internacional, a complexidade se intensifica significativamente (Meschik, 2012). Soma-se a esse quadro a persistente escassez de estatísticas confiáveis e atualizadas, que compromete os processos decisórios nos setores público e privado (Santos; Galarraga; Duque, 2018). Em contextos transnacionais, essa limitação é agravada, uma vez que a integração de dados depende de sistemas estatísticos compatíveis e institucionalizados. Ademais, a natureza fragmentada e intersetorial do turismo eleva os custos de coordenação e pode reforçar dinâmicas competitivas entre destinos vizinhos, limitando o compartilhamento de informações (Hooghe; Marks, 2003; Ilbery; Saxena, 2011).

Esses desafios assumem relevância estratégica nas regiões de fronteira da Amazônia. Diferentemente das fronteiras consolidadas do Sul e Sudeste, as interfaces internacionais do Norte caracterizam-se por elevada porosidade territorial, intensa mobilidade populacional e dinâmicas bifronteiriças e trifronteiriças que conectam o Brasil à Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Colômbia, Peru e Bolívia. Trata-se de territórios nos quais o turismo se articula a fluxos comerciais, migratórios e ambientais, demandando arranjos de governança capazes de operar em múltiplas escalas territoriais. Apesar dessa centralidade geopolítica, observa-se a ausência ou fragilidade institucional de observatórios de turismo estruturados nessas áreas. Observatórios podem ser compreendidos como plataformas tecnológicas e institucionais voltadas à produção sistemática de conhecimento e ao suporte estratégico à tomada de decisão (Roque; Fernandes; Sardo, 2012), desempenhando papel relevante na articulação entre universidades, poder público e setor privado e na consolidação da inteligência territorial (Bravo; Medina; Quirola, 2023).

A mensuração dos impactos do turismo em economias de fronteira exige instrumentos metodológicos robustos. A Conta Satélite do Turismo (CST) constitui referência para quantificar a contribuição econômica da atividade com base nos princípios da contabilidade nacional (Frechtling, 2010). Contudo, sua aplicação em escalas locais e transfronteiriças requer harmonização estatística e integração de indicadores heterogêneos. Estudos indicam que muitos observatórios enfrentam dificuldades para articular indicadores oficiais e não oficiais, bem como para incorporar ferramentas digitais e modelos de simulação voltados a análises prospectivas e de sustentabilidade (Bertocchi; Camatti; Van Der Borg, 2020).

Diante desse contexto, o principal objetivo desse ensaio é analisar criticamente os observatórios de turismo existentes nas regiões fronteiriças da Amazônia, no Norte do Brasil, considerando suas implicações para o planejamento multiescalar, a governança transfronteiriça e a produção de inteligência territorial aplicada ao turismo. Ao articular os debates sobre governança multinível, integração transfronteiriça e sistemas de informação turística, este ensaio contribui para o avanço das discussões sobre desenvolvimento regional em territórios periféricos e geopoliticamente complexos, evidenciando que a institucionalização de sistemas de monitoramento e avaliação constitui elemento estruturante para a gestão pública, consolidação de políticas públicas baseadas em evidências e qualificação da tomada de decisão (Januzzi, 2024).



2. METODOLOGIA


Este estudo adota uma abordagem qualitativa de natureza exploratória e analítica, partindo do pressuposto de que sistemas de monitoramento turístico e arranjos institucionais são construções sociopolíticas moldadas por relações de poder e escalas administrativas diferenciadas, em diálogo com a literatura sobre governança multinível (Liesbet; Marks, 2003). A pesquisa insere-se no campo da governança transfronteiriça aplicada ao turismo e busca compreender como a ausência ou fragilidade institucional de observatórios de turismo impacta o planejamento multiescalar nas regiões fronteiriças da Amazônia (Stoffelen; Vanneste; Ioannides, 2017).

O desenho metodológico é qualitativo-comparativo, com ênfase na análise institucional e territorial de estruturas organizacionais, instrumentos normativos e práticas de produção de dados (Flick, 2009). A análise concentra-se nos estados amazônicos com interfaces transfronteiriças, Roraima, Amazonas, Amapá e Acre, caracterizados por intensa mobilidade transnacional (Timothy, 2001). A coleta de dados combinou análise documental de políticas e bases estatísticas (Yin, 2015), revisão da literatura sobre observatórios de turismo (Roque; Fernandes; Sardo, 2012; Bertocchi; Camatti; Van Der Borg, 2020) e análise temática qualitativa estruturada em quatro categorias: capacidade institucional, integração e compatibilidade de dados, governança multinível e inteligência territorial (Braun; Clarke, 2006).

O procedimento analítico envolveu mapeamento institucional, avaliação da capacidade técnica e análise multiescalar das interações entre níveis local, estadual, nacional e transfronteiriço. O estudo apresenta limitações relacionadas à predominância de fontes documentais, à ausência de observatórios sistematizados nas regiões de fronteira e à escassez de dados sobre fluxos turísticos transfronteiriços (Scott, 2018). Ainda assim, a pesquisa integra quatro dimensões analíticas, análise institucional, governança multinível, sistemas de informação turística e estudos de fronteira, para examinar a governança territorial (Girardot, 2004).

A partir dessa articulação, propõe-se o Modelo Analítico de Inteligência Territorial Transfronteiriça (MAITT), baseado na síntese de informações socioeconômicas, institucionais e espaciais para compreender a governança em regiões de fronteira (Girardot, 2004; Scott, 2018). O modelo estrutura-se em três eixos, diagnóstico da infraestrutura informacional, análise das redes de cooperação e avaliação da capacidade de resposta institucional, permitindo identificar dados disponíveis, mapear atores e avaliar políticas públicas. Como framework multidimensional, o MAITT avalia a capacidade institucional de regiões de fronteira para produzir, integrar e utilizar informações estratégicas no planejamento turístico.


3. RESULTADOS E DISCUSSÕES


O Quadro 1 operacionaliza o MAITT ao aplicar as quatro categorias aos estados fronteiriços da Amazônia, evidenciando fragmentação institucional, ausência de indicadores harmonizados e baixa articulação transnacional. Ao sistematizar essas variáveis, o MAITT converte uma análise qualitativa em instrumento comparável e replicável, contribuindo para o fortalecimento do debate sobre governança turística em regiões amazônicas de fronteira.


Quadro 1 – Análise comparativa da capacidade de inteligência turística nas regiões fronteiriças do Norte do Brasil.

Estado / Região Fronteiriça

Roraima (Brasil-Venezuela-Guiana)

Amazonas (Brasil-Colômbia-Peru)

Amapá (Brasil-Guiana Francesa)

Acre (Brasil-Peru-Bolívia)

Existência de Observatório de Turismo Estruturado

Não há observatório de turismo ativo. Não há observatório estadual consolidado com foco transfronteiriço.

Observatório do Turismo de Manaus. Estrutura municipal consolidada. Inexistente no eixo trinacional de monitoramento.

Observatório do Turismo novo. Iniciativas institucionais dispersas. Não há observatório de turismo no eixo de fronteira.

Não há observatório de turismo ativo. Inexistente com foco transfronteiriço.

Capacidade Institucional

Estrutura institucional fragmentada. Produção estatística pontual dentro da secretaria de planejamento do Estado, porém limitada e fora do contexto do turismo.

Estruturas formais estaduais, porém, sem integração internacional direta.

Capacidade técnica parcial de pessoal, vinculada à gestão estadual.

Estrutura estadual voltada ao turismo regional, não internacional.

Integração e Compatibilidade de Dados

Ausência de integração binacional. Inexistência de indicadores sistemáticos de fluxos transfronteiriços.

Inexistência de base trinacional compartilhada. Dados desconectados entre Brasil, Colômbia e Peru. Produção de dados urbanos e de eventos.

Monitoramento terrestre internacional insuficiente. Ausência de indicadores específicos da ponte binacional.

Ausência de monitoramento específico dos corredores interoceânicos.

Governança Multinível

Baixa articulação entre escalas municipal-estadual-internacional.

Cooperação informal predominante. Ausência de governança.

Baixa integração Brasil-França no campo turístico.

Integração regional sul-americana pouco institucionalizada no turismo.

Inteligência Territorial Aplicada ao Turismo

Não há plataforma sistemática de monitoramento territorial.

Não há inteligência integrada sobre fluxos internacionais. Somente monitoramento urbano.

Dados produzidos sem enfoque territorial transfronteiriço.

Inexistência de plataforma pública de observação transfronteiriça.

Fonte: elaboração própria, 2026.


A aplicação das quatro categorias analíticas evidencia uma assimetria estrutural na produção de inteligência turística no Norte do Brasil, configurando uma fragilidade institucional que limita a coordenação multiescalar em territórios marcados por intensa circulação transfronteiriça. Embora existam iniciativas consolidadas, como observatórios vinculados à cidade de Manaus, essas estruturas concentram-se em dinâmicas urbanas e intraestaduais e não incorporam sistematicamente as especificidades das zonas de fronteira amazônicas. A ausência de observatórios com enfoque transfronteiriço em estados como Roraima, Amazonas, Amapá e Acre revela uma desconexão entre a complexidade desses territórios e os instrumentos formais de monitoramento turístico.

No plano institucional, observa-se que a produção de dados turísticos é pontual e descontínua, frequentemente associada a relatórios ocasionais ou demandas circunstanciais. A ausência de sistemas permanentes compromete a comparabilidade temporal das informações e evidencia dependência de ciclos políticos e iniciativas isoladas. Além disso, a inexistência de indicadores harmonizados internacionalmente e de bases compartilhadas entre países vizinhos dificulta a mensuração de fluxos binacionais e trinacionais, limitando análises comparativas e a avaliação dos impactos econômicos e ambientais do turismo.

A governança multinível também apresenta baixo grau de institucionalização da cooperação turística transfronteiriça. Predominam interações informais e setoriais, sem mecanismos permanentes de coordenação técnica voltados ao compartilhamento de informações. Estudos sobre turismo em regiões de fronteira indicam que estratégias cooperativas dependem de sistemas informacionais robustos e arenas institucionais capazes de reduzir assimetrias e fortalecer a confiança entre os atores (Timothy, 2001; Prokkola, 2010; Ioannides et al., 2006). Entretanto, tais condições ainda são incipientes na Amazônia, onde a ausência de plataformas de monitoramento dificulta a análise de fluxos turísticos em áreas de fronteira.

Esse cenário configura uma condição de vulnerabilidade informacional na Amazônia fronteiriça. Enquanto outras regiões do país consolidaram redes estruturadas integradas à Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) (Brasil, 2026), o Norte transfronteiriço permanece marcado por descontinuidade estatística e baixa integração institucional. Diante disso, torna-se fundamental a criação de observatórios de turismo com enfoque transfronteiriço, articulados entre os países vizinhos, capazes de desenvolver indicadores harmonizados, protocolos de compartilhamento de dados e mecanismos permanentes de governança técnica para fortalecer a inteligência territorial e apoiar políticas públicas baseadas em evidências.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Este ensaio demonstra que a ausência ou fragilidade institucional de observatórios de turismo nas regiões fronteiriças da Amazônia configura uma assimetria estrutural no monitoramento de ações relacionadas ao turismo para produção de inteligência territorial no Brasil. Mais do que uma limitação técnica na coleta de dados, essa lacuna revela desigualdades na capacidade de governança multiescalar em territórios marcados por intensa mobilidade internacional e elevada sensibilidade ambiental.

As fronteiras do Norte do Brasil constituem espaços estratégicos para o turismo transfronteiriço, caracterizados por dinâmicas bi e trifronteiriças e pela presença de áreas protegidas de relevância global. Contudo, esses territórios permanecem marginalizados nos sistemas formais de monitoramento turístico nacional, evidenciando uma dissociação entre sua centralidade geopolítica e a capacidade institucional de produção de informação estratégica.

A principal contribuição teórica do estudo está na articulação entre governança multinível, estudos de fronteira e sistemas de inteligência turística. Ao compreender os observatórios como infraestruturas epistemológicas da governança territorial, o trabalho amplia sua função para além da mensuração estatística, reconhecendo-os como dispositivos estratégicos de coordenação, redução de assimetrias informacionais e suporte à tomada de decisão baseada em evidências.

A análise indica que regiões fronteiriças com elevada porosidade territorial demandam sistemas integrados de monitoramento, capazes de harmonizar indicadores internacionalmente e articular diferentes escalas administrativas. A inexistência desses mecanismos mantém a Amazônia fronteiriça em condição de vulnerabilidade institucional, limitando seu planejamento sustentável e sua inserção em redes de cooperação internacional.

Nesse contexto, propõe-se o conceito de vulnerabilidade informacional transfronteiriça, entendido como a condição estrutural de territórios que, apesar de intensa circulação internacional, permanecem à margem dos sistemas formais de inteligência territorial. A consolidação de Observatórios de Turismo Transfronteiriços na Amazônia emerge condição estratégica para fortalecer a governança territorial, reduzir desigualdades regionais e transformar a fronteira em recurso de desenvolvimento sustentável baseado em evidências, contribuindo para o planejamento, gestão e a tomada de decisão no turismo.


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1 Turismóloga (IFRR). Mestre em Desenvolvimento Regional da Amazônia (UFRR) e doutoranda em turismo (USP). Pesquisadora Voluntária do Observatório do Turismo de Goiás. Lattes: https://lattes.cnpq.br/5865202447499186.

2 Discente do curso de Bacharelado em Turismo do IFG - Instituto Federal de Goiás, Guia de Turismo Nacional e Graduação em Gestão de Turismo (UEG), especialista em Desenvolvimento Regional e Planejamento Turístico (UEG). Mestre e doutoranda em turismo (USP). Coordenadora do Observatório do Turismo de Goiás. Lattes: https://lattes.cnpq.br/3863202491093437.

3 Pós-Doutorado em Turismo Sustentável. Doutora em Turismo. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). CV Lattes: https://lattes.cnpq.br/1473848485735432.

60 Revista Brasileira dos Observatórios de Turismo - ReBOT, Natal/RN, v.5, n.2, Dossiê 4ª Mostra de Pesquisa Científica e Mercadológica da RBOT, p. 55-64, 2026.