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Recebido em: 13.03.2026

Aprovado em: 10.04.2026

Avaliado pelo: Sistema Double Blind Review


TURISMO ACESSÍVEL EM PARQUES URBANOS: REFLEXÕES DA TRILHA NO BOSQUE RODRIGUES ALVES


ACCESSIBLE TOURISM IN URBAN PARKS: REFLECTIONS FROM THE TRAIL IN THE RODRIGUES ALVES FOREST


Raphael Carvalho da Silva1

E-MAIL: raphael.carvalho.silva@icsa.ufpa.br

ORCID: https://orcid.org/0009-0004-1014-4363


Juliana Azevedo Hamoy2

E-MAIL:  julianahamoy@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2035-1185


Fabrício Lemos de Siqueira Mendes3

E-MAIL: fabriciolsm@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4387-8043


RESUMO

O trabalho tem como objetivo refletir sobre o turismo acessível nos parques urbanos a partir da experiência da trilha acessível no Bosque Rodrigues Alves, em Belém-PA. A proposta de formulação de uma trilha acessível foi desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo-reflexivo, com apoio da Plataforma de Qualificação Nacional em Turismo. A metodologia fundamenta-se em revisão bibliográfica e análise documental sobre acessibilidade e turismo, o que confere consistência teórica à proposta. Na segunda etapa, foi realizada a visita de campo no qual foi executada à trilha acessível no Bosque, com discentes do Projeto de Acessibilidade Universitária. Os resultados evidenciam a relevância do turismo acessível no contexto do parque urbano, destacando a importância de promover experiências de visitação inclusivas, capazes de atender a diferentes públicos, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Dessa forma, o trabalho contribui para o avanço de práticas mais inclusivas no turismo, reforçando o papel da acessibilidade na qualificação da experiência turística e na democratização do acesso aos parques urbanos.

Palavras-chave: Turismo Acessível. Trilhas Monitoradas. Bosque Rodrigues Alves.


ABSTRACT

This work aims to reflect on accessible tourism in urban parks based on the experience of the accessible trail in the Rodrigues Alves Forest in Belém, Pará. The proposal for formulating an accessible trail was developed from a qualitative, descriptive-reflective approach, with support from the National Tourism Qualification Platform. The methodology is based on a literature review and document analysis on accessibility and tourism, which provides theoretical consistency to the proposal. In the second stage, a field visit was carried out in which the accessible trail in the Forest was implemented with students from the University Accessibility Project. The results highlight the relevance of accessible tourism in the context of the urban park, emphasizing the importance of promoting inclusive visitation experiences capable of serving different audiences, especially people with disabilities or reduced mobility. Thus, this work contributes to the advancement of more inclusive practices in tourism, reinforcing the role of accessibility in improving the tourist experience and democratizing access to urban parks.

Keywords: Accessible Tourism. Guided Trails. Rodrigues Alves Forest.



1. INTRODUÇÃO


O turismo acessível é um campo emergente que propõe a ampliação do acesso aos espaços turísticos para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e outros públicos que enfrentam barreiras sejam elas físicas, comunicacionais e atitudinais. Nesse contexto, os parques urbanos assumem um importante papel por oferecerem um espaço de lazer, contato com a natureza e uma área natural dentro das cidades, tornando-se importantes espaços de inclusão social.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo (2014) atual ONU Turismo4, o turismo acessível é aquele que possibilita que pessoas com deficiência, idosos ou pessoas com necessidades específicas possam desfrutar de forma independente, equitativa e digna das experiências turísticas.

As trilhas monitoradas no Bosque Rodrigues Alves – Jardim Zoobotânico da Amazônia (BRAJZA), em Belém do Pará, podem contribuir significativamente para o turismo acessível, pois possibilitam a mediação de informações ambientais, educativas e favorecem experiências mais inclusivas voltadas ao público. O estudo objetiva refletir sobre o turismo acessível nos parques urbanos a partir da experiência da trilha acessível no BRAJZA.

O BRAJZA foi inaugurado como Parque Municipal em 25 de agosto de 1883, com uma área de 15 hectares, dos quais apenas 20% são caminhos para circulação de visitantes. A realização de trilhas monitoradas no local traz reflexões sobre a promoção de maior acessibilidade e inclusão nas atividades de monitoria e educação ambiental.

A execução das trilhas nesse espaço é resultado do projeto de extensão “Visitas Monitoradas em Parque Urbanos da Grande Belém” (VMPU), da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O projeto VMPU, por meio dos discentes de graduação da FACTUR/UFPA, objetiva incentivar a prática de visitas monitoradas, introduzindo o conhecimento na prática das visitas juntamente aos visitantes.

O projeto disponibiliza de quatro trilhas: 1- para o público infantil (5-10 anos); 2- para o público juvenil (12-17 anos); 3- para o público adulto (18+); desta forma destaca-se para este trabalho a trilha 4 - acessível, que é inclusiva e voltada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A trilha 4 é o foco deste estudo.

A educação ambiental é um importante processo contínuo de sensibilização e ensino que contribui no desenvolvimento social para pessoas com deficiência, desta forma a trilha inclusiva do projeto VMPU propõe contribuir com as experiências educativas capazes de estimular a autonomia desse público (Pantaleão, 2019).

A trilha inclusiva, possibilita além do aprendizado sobre preservação, conservação e sustentabilidade, mas também oferece no parque urbano BRAJZA, um serviço mais acessível, participativo e igualitário.



2. METODOLOGIA


Esse estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada em referenciais teóricos das categorias de turismo acessível (Pantaleão, 2019; Rodrigues; Valduga, 2025) e trilhas monitoradas (Silva et al., 2025).

A etapa teórica foi complementada pela análise de documentos técnicos e normativos, como manuais e cartilhas (Brasil, 2023; Munhoz; Jordano, 2024; Caribé; Sacramento, 2022; Organización Mundial Del Turismo, 2014), relacionados à acessibilidade, os quais subsidiaram a compreensão dos critérios e diretrizes aplicáveis à implantação de trilhas acessíveis.

Na sequência, foram realizadas visitas técnicas ao lócus proposto para a implantação da trilha acessível, o BRAJZA, com o objetivo de identificar as condições físicas do espaço, bem como as possibilidades e limitações para sua adaptação. Essas visitas possibilitaram a realização de observação direta, com registros sistemáticos voltados à análise das características do terreno, do percurso e da infraestrutura existente.

Como etapa complementar da coleta de dados, foram realizadas conversas com os gestores do espaço, de caráter exploratório, visando compreender os aspectos institucionais, operacionais e de gestão relacionados à proposta de implantação da trilha. Também foram ouvidas as percepções do grupo quanto à iniciativa desenvolvida.

Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva e interpretativa, à luz do referencial teórico adotado, buscando articular os elementos empíricos observados com os pressupostos conceituais do turismo acessível e do planejamento de trilhas monitoradas.


2.1 Planejamento da Trilha Inclusiva


Para o planejamento do espaço turístico da trilha foram utilizadas as cartilhas disponibilizadas pela Plataforma Qualifica Turismo, intituladas: “Como preparar os espaços para receber o turista com deficiência e/ou mobilidade reduzida”; “Atendimento ao cliente com deficiência e/ou com mobilidade reduzida e visão de mercado para o turismo inclusivo: boas práticas”; e “Guia Turístico: destinos e roteiros acessíveis à pessoa com deficiência e/ou com mobilidade reduzida”.

Cartilhas essas que foram essenciais para a compreensão e formulação da trilha acessível no parque urbano. Segundo o Ministério do Turismo, a Plataforma Qualifica Turismo consiste em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A etapa seguinte consistiu na qualificação por meio de cursos ofertados também pela plataforma Qualifica Turismo: Turismo Acessível às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida com (30h); O profissional de turismo e a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida com (45h); Audiodescrição e turismo acessível com (30h).

Os cursos abordam conteúdos relacionados à acessibilidade e inclusão no campo do turismo, atendimento adequado às pessoas com deficiência, como planejar um espaço turístico eliminando barreiras físicas, além de tratar de estratégias de comunicação acessível. Esses cursos proporcionam conhecimentos teóricos e práticos para o planejamento e monitoramento da atividade.

Para a implementação da trilha a metodologia foi organizada em duas etapas: A primeira etapa da formulação da trilha acessível consistiu em abordagem de cunho qualitativa, utilizando a Plataforma de Qualificação Nacional em Turismo.

O estudo para implementação foi desenvolvido com base em revisão bibliográfica e análise documental sobre acessibilidade e turismo, articuladas à observação direta e registros da experiência de execução da trilha acessível, utilizada como referência empírica para refletir sobre a acessibilidade na prática do turismo.

Na segunda etapa, foi realizada a visita de campo preliminar de teste, na qual foi realizada uma trilha monitorada com o apoio de 2 voluntários do VMPU e 2 funcionários do BRAJZA alocados em pontos de apoio interpretativos. O público recebido foi do Projeto Acessibilidade e Diversidade no Espaço Universitário (PADEUNI) da UFPA.

O PADEUNI objetiva acolher, orientar e encaminhar os serviços da UFPA aos estudantes do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA/UFPA) e outras instituições, em situação vulnerável e que declaram deficiência, com o intuito de garantir a permanência e a conclusão do curso de graduação.

Para o acolhimento desse grupo no BRAJZA, foi solicitado via ofício informações referentes à quantidade de alunos por deficiência onde no dia foram acolhidos e conduzidos: 1 aluno com deficiência auditiva; 4 alunos com deficiência visual; 2 alunos com deficiência física; 2 alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA); estavam presentes também a coordenadora do projeto; o professor colaborador e a bolsista do projeto.

Ainda na solicitação a coordenadora informou que a atividade teve por objetivo promover a inclusão, acessibilidade cultural e ampliação do repertório sociocultural dos estudantes participantes.


3. RESULTADOS E DISCUSSÕES


Silva et al. (2025) destacam que as trilhas interpretativas se configuram como uma estratégia eficaz para promover a educação ambiental inclusiva. A Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com Deficiência, Lei nº 13.146/2015 (BRASIL, 2015), garante a pessoas com impedimentos (sejam eles físico, mental, intelectual ou sensorial), os direitos de igualdade, cidadania, autonomia e na eliminação de barreiras e ações como a trilha inclusiva no BRAJZA, se tornam essenciais para se cumprir esse direito as pessoas com deficiência.

A trilha proposta foi executada com um grupo de 12 pessoas, o qual chegou ao BRAJZA, no dia 23 de outubro de 2025, por volta de 10h30. De princípio foi explanado sobre a iniciativa do projeto VMPU e posteriormente os monitores contaram a história do Bosque e a relevância socioambiental do espaço.

O início da trilha se deu na entrada pela Travessa Perebebuí (entrada secundária), por questões de logística e de acessibilidade. No percurso proposto, foram visitados 10 pontos, onde foram levantadas questões sobre a fauna e flora Amazônica, contando também com 2 pontos de apoio interpretativos. Em relação à experiência, os sentidos explorados na trilha foram: visão; audição; olfato; tato.

A realização da trilha acessível possibilitou utilizar recursos sensoriais para que a experiência fosse o mais inclusiva possível, mesmo diante de um ambiente idealizado no século XIX. A atividade contou com a parceria de 2 biólogos funcionários do BRAJZA, um do setor fauna e outro do setor flora, ao utilizar animais taxidermizados, os alunos puderam tocar as espécies, bem como a interpretação da fauna, a partir da explicação do biólogo. O material pode ser visualizado na figura 1.


Figura 1 – Animais taxidermizados

Fonte: SILVA, 2025.


Após a interação com os animais taxidermizados foi oferecida a possibilidade de contato com animais vivos a fim de promover a sensibilização e desmistificação de animais peçonhentos como cobras e aranhas. Mediante o manejo desses animais pelo biólogo do setor fauna do BRAJZA o público teve a oportunidade de interagir com essas espécies.

Logo em seguida os discentes foram conduzidos ao Jardim Sensorial do BRAJZA espaço projetado para explorar os sentidos por meio de plantas medicinais, aromáticas e paisagísticas, um espaço inclusivo onde foi oferecida uma experiência interativa com os alunos através da exposição aromática exposição frutos, sementes, chás e essências do BRAJZA compostas de diversos tipos de sementes, óleos essenciais, perfumes naturais e aromas estimulando o olfato dos presentes.

Essa iniciativa reafirma os objetivos do projeto VMPU, além de reforçar o pensar de Rodrigues e Valduga (2005, p. 2) que é “[...] é imprescindível que o turismo avance nas adaptações de suas atividades para a participação das pessoas com deficiência”. A exposição pode ser visualizada na figura 2, a seguir:


Figura 2 – Exposição Frutos, sementes, chás e essências do BRAJZA

Fonte: SILVA, 2025.


Segundo Silva et al. (2025), as trilhas inclusivas são planejadas para que pessoas com diferentes necessidades possam aproveitar a experiência na natureza por meio de adaptações estruturais e interpretativas.

Dessa forma a trilha executada para o PADEUNI cumpriu o objetivo no qual foi idealizada, ao fim da trilha acessível no parque urbano foi perguntado aos participantes: “o que eles acharam da trilha monitorada?” e a resposta através de relato de todos os participantes foi extremamente positiva.

Esse resultado também pode ser confirmado através da certificação de participação como “Guia da Visita Monitorada ao BRA” com 3h de carga horária, realizada pela coordenação do PADEUNI para os integrantes do projeto VMPU, onde foram contemplados pelo excelente trabalho desenvolvido com os alunos do projeto.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


O estudo sobre o turismo acessível no parque urbano BRAJZA, evidenciou a importância de promover experiências de visitação que abrangem todos os públicos, no caso desta pesquisa pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

As reflexões apresentadas demonstraram que o planejamento do espaço foi primordial para a adaptação física, comunicacional e pedagógica onde contribuíram para tornar a área verde mais inclusiva, favorecendo a participação e autonomia dos alunos do PADEUNI.

O Projeto VMPU mostrou ser capaz e qualificado para atender todas as pessoas sem distinção. Ademais, a pesquisa permitiu compreender que o turismo acessível nos parques urbanos não se limita apenas à eliminação de barreiras arquitetônicas, mas engloba também a construção de serviços e práticas voltadas à inclusão, respeitando e valorizando as diferenças humanas e sua diversidade.

Por fim, este estudo contribuiu para ampliar as reflexões e discussões acerca da acessibilidade e do turismo acessível em parques urbanos, levantando a importância de políticas públicas e mais ações que garantem o direito ao lazer, ao turismo e a cidadania para todos os públicos sem limitá-los


REFERÊNCIAS


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BRASIL. Ministério do Turismo. Plataforma Qualifica Turismo. Brasília, DF: Ministério do Turism. Disponível em: https://qualifica.turismo.gov.br/moodle/. Acesso em: 7 de maio de 2026.


CARIBÉ, Ana Clara Teixeira; SACRAMENTO, José Ednilson Almeida do. Guia turístico: destinos e roteiros acessíveis à pessoa com deficiência e/ou com mobilidade reduzida. In: GRUPO SAITE; UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Programa de Qualificação em Turismo, Inclusão e Acessibilidade. O profissional de turismo e a pessoa com deficiência e/ou com mobilidade reduzida. São Luís: Grupo SAITE; UFMA, 2022.


MUNHOZ, Antônio Carlos; JORDANO, Gabrielle. Como preparar os espaços para receber o turista com deficiência e/ou mobilidade reduzida. In: GRUPO SAITE. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Programa de Qualificação em Turismo, Inclusão e Acessibilidade. Turismo Acessível às pessoas com deficiência física e/ou com mobilidade reduzida. São Luís: Grupo SAITE; UFMA, 2024.


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ORGANIZACIÓN MUNDIAL DEL TURISMO (2014), Manual sobre turismo acessible para todos: principios, herramientas y buenas práticas. Madrid: OMT, 2014. Disponível em: https://www.e-unwto.org/doi/book/10.18111/9789284415991. Acesso em: 15 de março de 2026.


PANTALEÃO, Bárbara Caroline de Freitas. A contribuição da educação ambiental para desenvolvimento e inclusão da pessoa com deficiência intelectual através do projeto de intervenção: VemSer. 2019. 125 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia – área de Ambiente) – Universidade Estadual de Campinas, Limeira, 2019. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1089349. Acesso em: 7 de maio de 2026.


RODRIGUES, Igor Moraes; VALDUGA, Vander. Turismo acessível a pessoas com deficiência: um estudo bibliométrico. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, [S. l.], v. 19, p. 2972, 2025. DOI: 10.7784/rbtur.v18.2972. Disponível em: https://rbtur.org.br/rbtur/article/view/2972. Acesso em: 15 de maio de 2026.


SILVA, Marta Valéria Moreira da; REZENDE, Marcela Cordeiro; CUNHA, Barbara Masieiro; ARAÚJO, Paula Machado de; SILVA, Leandro de Oliveira. Trilhas ecológicas inclusivas: caminhos para todos os públicos. Revista Foco (Interdisciplinary Studies Journal), v. 18, n.9, 2025. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v18n9-021. Acesso em: 15 de março de 2026.



1 Técnico em Guia de Turismo - Cadastur. Graduando do curso de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA). https://lattes.cnpq.br/3473646521964426.

2 Turismóloga, Docente da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA). https://lattes.cnpq.br/9801626350889160.

3 Biólogo, Docente da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA). https://lattes.cnpq.br/7245720087255239.

4   A OMT adotou o nome ONU Turismo em 2024 para reforçar sua ligação com a ONU.


100 Revista Brasileira dos Observatórios de Turismo - ReBOT, Natal/RN, v.5, n.2, Dossiê 4ª Mostra de Pesquisa Científica e Mercadológica da RBOT, p. 95-104, 2026.