INTERFACES EM MOVIMENTO:
DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS ENTRE EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE
Palavras-chave:
Psicanálise, Educação, Aprendizagem, SingularidadeResumo
O presente artigo discute as interfaces entre educação e psicanálise. A pesquisa, de caráter narrativo, deseja ampliar as discussões entre esses campos de conhecimento e fundamentar práticas que considerem a subjetividade em seu processo de aprendizagem. O estudo revisita contribuições de Freud e de psicanalistas contemporâneos como Kupfer, Voltolini e Mannoni, que apontam o impossível de educar não como inviabilidade da educação, mas uma marca estrutural de toda prática formativa. Ao analisar produções recentes, evidencia-se que o diálogo entre os dois campos permite deslocar a educação de um modelo técnico e normativo para uma perspectiva que valoriza o desejo, a singularidade e a imprevisibilidade do encontro educativo. Metodologicamente, este estudo se configura como uma revisão narrativa, fundamentada na análise de obras de autores de destaque na interface entre a educação e psicanálise, em diálogo com os diferentes estudos e produções publicados nos últimos cinco anos. A psicanálise não propõe uma pedagogia própria, mas oferece um aporte ético e crítico que questiona processos de medicalização, padronização e culpabilização do aluno, defendendo uma prática sensível e humanizadora. Conclui-se que o diálogo entre psicanálise e educação amplia o horizonte de compreensão sobre o ensinar e aprender, pois favorece práticas escolares abertas ao imprevisto e ao sujeito em sua singularidade.
