SENSORIAMENTO REMOTO PARA ESTIMATIVAS POPULACIONAIS EM CIDADES DE PEQUENO PORTE
DOI:
https://doi.org/10.33237/2236-255X.2026.7936Palavras-chave:
Censo demográfico, Ciência de dados espaciais, Regressão linear, UrbanizaçãoResumo
Estudos sobre a dinâmica da ocupação e expansão urbana impactam no planejamento de políticas públicas, bem como na alocação de recursos para sua implementação. Como um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU é desenvolver cidades e comunidades sustentáveis, esses estudos ganham relevância. A atualização da população urbana é importante para a obtenção de recursos financeiros para gerir e planejar as cidades. Mas, devido a complexidade desses levantamentos, a obtenção de dados atualizados não é trivial para auxiliar na tomada de decisão dos gestores urbanos. Nesse sentido este trabalho estuda o Sensoriamento Remoto como uma alternativa para estimar a população urbana em períodos intercensitários. O objetivo foi verificar a correlação linear entre população urbana e área urbanizada em municípios da Nova Alta Paulista, sendo eles: Adamantina, Dracena, Junqueirópolis, Lucélia e Osvaldo Cruz - nos anos de 2000, 2010 e 2022. A metodologia envolveu coleta de dados populacionais do IBGE e levantamento da área urbanizada por meio de imagens provenientes do satélite Landsat. Foram desenvolvidos modelos de regressão linear, cuja acurácia foi avaliada por métricas de erro médio absoluto. Os resultados indicaram forte correlação entre crescimento da área urbanizada e aumento da população, porém o erro médio indicou que o modelo apresenta limitações para estimativa populacional e recomenda-se testar variáveis adicionais. Por fim, foi possível projetar a população dessas cidades para ano de 2030. O desenvolvimento desta pesquisa conclui que o Sensoriamento Remoto é uma ferramenta auxiliar para estimativas populacionais, colaborando com o planejamento e formulação de políticas públicas urbanas.
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