Epistemologias insurgentes
decolonialidade e interseccionalidade em memórias da plantação
DOI:
https://doi.org/10.59776/2357-8203.2026.7776Palavras-chave:
epistemologia, decolonial, interseccionalidade, feminismoResumo
Este trabalho propõe uma investigação sobre a epistemologia decolonial a partir de uma análise da obra Memórias da Plantação, de Grada Kilomba. A pesquisa parte do seguinte problema: como a colonialidade do saber estrutura os critérios de legitimidade no campo epistemológico? Objetiva-se investigar sobre como os marcadores sociais de raça, gênero e classe influenciam a produção e a validação do conhecimento científico. A relevância da pesquisa tem sua materialidade solidificada na necessidade de valorizar epistemologias subalternizadas, promulgando, assim, a desconstrução dos paradigmas afeitos ao colonialismo epistêmico que hegemonizam a ciência. O referencial teórico foi baseado em obras que trazem consigo recortes decoloniais e interseccionais. A metodologia consistiu em uma análise comparativa de caráter qualitativo, com enfoque na perquirição da obra do livro Memórias da Plantação, que articula literatura, autobiografia e crítica social como formas de produção de conhecimento. Pretendeu-se evidenciar o potencial epistemológico de Memórias da Plantação para questionar a normatividade científica e reivindicar outras formas de narrar, pensar e validar experiências como próprias ao espaço científico.
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Referências
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