O GOLPE DA RACIONALIZAÇÃO EM "CRIME E CASTIGO", DE DOSTOIÉVSKI

Autores/as

  • João Paulo Gurgel de Medeiros Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

DOI:

https://doi.org/10.59776/2358-243X.2023.4882

Palabras clave:

condição humana, literatura, imaginário, racionalização, transdisciplinaridade

Resumen

O pensamento crítico social russo desenvolveu-se sobremaneira ao longo do século XIX. A Revolução Francesa gerou uma perturbação nas monarquias europeias, de modo que uma nova configuração do mundo se iniciou. Desta forma, muitas discussões acerca das relações de trabalho e de organização política se desenvolveram, com destaque para a intelligentsia russa, cuja influência se propagou para fora do seu país. Além disto, grandes escritores reforçaram o papel da literatura nesta influência, especialmente com a publicação de obras realistas centrais, que viriam a se tornar clássicos incontestáveis. Crime e Castigo, publicado em 1866, é uma das obras que procurou discutir a influência das ideias no comportamento humano, tendo em seu protagonista, Raskólnikov, um propagador das ideologias niilistas e utilitaristas. Colocando em foco o conceito de “super-homem”, bem estabelecido pelo filósofo Nietzsche, Dostoiévski mergulha nos confins da consciência de um indivíduo que, por insistir em negar a unidualidade do humano, nas relações consigo, com a sociedade e até mesmo com a realidade de que faz parte, como bem definiu Edgar Morin, acaba por padecer em virtude da aplicação monocrática da razão.

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Publicado

2023-05-29 — Actualizado el 2025-07-12

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