PERCEPÇÕES, CONSTRUÇÕES E REFLEXÕES GEOPOLÍTICAS SOBRE O MONSTRO FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY: UM ENSAIO CONTEMPORÂNEO
Palavras-chave:
Frankenstein; Controle; Poder; Inglaterra; Colonização; Estados Unidos; Capitalismo.Resumo
O trabalho traz um panorama dos processos e dinâmicas sociopolíticas e históricas que moldaram o capitalismo, tendo como ponto de partida a Inglaterra. Analisamos seu papel como berço e propagador do sistema capitalista, suas lutas por poder e riqueza, e seus conflitos com espanhóis, franceses e holandeses no Atlântico e no “Novo Mundo”. A Inglaterra conquistou colônias de outras potências europeias, incluindo territórios espanhóis na América do Norte, onde emergiram os Estados Unidos. Após intensos conflitos, perdeu a colônia e, consequentemente, parte de sua influência, invertendo-se a relação entre criador e criatura, com a Inglaterra sendo controlada pelos Estados Unidos. A obra propõe reflexões sobre as conexões entre política, geopolítica e desenvolvimento capitalista, e sobre as transformações no trabalho criativo. Aborda a alienação e objetificação do trabalhador, bem como a fetichização do produto, que assume qualidades superiores ao criador. O trabalho explora esses assuntos pela obra Frankenstein de Mary Shelley, em analogias com o monstro quanto como produto criado.