A SOBRECARGA DE MULHERES NO ATO DE CUIDAR NO AMBIENTE FAMILIAR
Resumo
Este artigo investiga a sobrecarga de cuidadoras familiares, analisando como essa função é moldada por construções socioculturais de gênero. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando revisão de literatura narrativa e análise de conteúdo baseada em Bardin. O objetivo é compreender criticamente como dispositivos de gênero produzem a sobrecarga feminina e suas representações acadêmicas. Os resultados indicam que o papel de cuidadora, socialmente imposto, gera exaustão física, emocional e invisibilidade do trabalho não remunerado. A análise articula conceitos de dispositivo, subjetividade, reconhecimento e interseccionalidade para evidenciar desigualdades na distribuição do cuidado. Por fim, discutem-se as estratégias de agenciamento e redes de apoio criadas por essas mulheres. Conclui-se que a redistribuição do cuidado é uma questão política e ética, essencial para desconstruir o mito da mulher cuidadora e promover a equidade social.