CORPO TRANS-POLÍTICO: GÊNERO E RESISTÊNCIA DE LINN DA QUEBRADA NO DOCUMENTÁRIO BIXA TRAVESTY
Palavras-chave:
Gênero, Transgeneridade, Performatividade, Subjetividade, DocumentárioResumo
O presente artigo analisa o documentário Bixa Travesty (2019), centrado na trajetória de Linn da Quebrada, a fim de compreender como sua performatividade de gênero se afirma como instrumento político e subversivo das normas cisheteronormativas. A pesquisa justifica-se pela urgência em visibilizar corpos trans, negros e periféricos, frequentemente marcados pela precarização, pela violência estrutural e pela invisibilidade social. A metodologia adotada é qualitativa e comparativa, baseada na análise dialógica entre referenciais teóricos e o recurso documental, identificando pontos de inflexão na construção da subjetividade de Linn. O estudo fundamenta-se em autoras e autores como Agamben (2007), Collins (2019), Lauretis (2019) e Sibilia (2008), estabelecendo um diálogo interdisciplinar que articula gênero, raça e classe. Ao examinar a obra, evidencia-se a potência da arte como espaço de resistência e transformação social, contribuindo para a ampliação dos debates acadêmicos sobre identidades dissidentes e políticas de gênero.