CORPO TRANS-POLÍTICO: GÊNERO E RESISTÊNCIA DE LINN DA QUEBRADA NO DOCUMENTÁRIO BIXA TRAVESTY

Autores

  • Juan Almeida UERN
  • Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira UERN

Palavras-chave:

Gênero, Transgeneridade, Performatividade, Subjetividade, Documentário

Resumo

O presente artigo analisa o documentário Bixa Travesty (2019), centrado na trajetória de Linn da Quebrada, a fim de compreender como sua performatividade de gênero se afirma como instrumento político e subversivo das normas cisheteronormativas. A pesquisa justifica-se pela urgência em visibilizar corpos trans, negros e periféricos, frequentemente marcados pela precarização, pela violência estrutural e pela invisibilidade social. A metodologia adotada é qualitativa e comparativa, baseada na análise dialógica entre referenciais teóricos e o recurso documental, identificando pontos de inflexão na construção da subjetividade de Linn. O estudo fundamenta-se em autoras e autores como Agamben (2007), Collins (2019), Lauretis (2019) e Sibilia (2008), estabelecendo um diálogo interdisciplinar que articula gênero, raça e classe. Ao examinar a obra, evidencia-se a potência da arte como espaço de resistência e transformação social, contribuindo para a ampliação dos debates acadêmicos sobre identidades dissidentes e políticas de gênero.

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Publicado

2026-03-31