REDES SOCIAIS E SUBJETIVIDADE CONTEMPORÂNEA
IDENTIDADE, FELICIDADE E SOCIEDADE DO ESPETÁCULO
Palavras-chave:
Redes sociais, Subjetividade, Identidade, Sociedade do espetáculoResumo
A análise dos impactos das redes sociais revela seu papel central na construção da subjetividade contemporânea, especialmente no que se refere à identidade, à felicidade e à sociedade do espetáculo. O objetivo do estudo foi compreender como essas plataformas moldam formas de interação, de reconhecimento e de produção de sentido na vida social. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, fundamentada na leitura e análise crítica de cinco trabalhos acadêmicos sobre o tema, complementada por referenciais teóricos de autores como Zygmunt Bauman, Manuel Castells, Gilles Lipovetsky, Stuart Hall, Joel Birman, Viktor Frankl, Mikhail Bakhtin e Guy Debord. Os resultados evidenciaram que as redes sociais apresentam caráter ambivalente ao mesmo tempo em que ampliam horizontes de sociabilidade, informação e criatividade, também reforçam padrões normativos, intensificam o narcisismo, estimulam a espetacularização da vida e geram riscos à saúde mental. Identificou-se, ainda, que a felicidade, na contemporaneidade, é convertida em imperativo social e em mercadoria simbólica, circulando nas redes como performance pública em busca de validação. Conclui-se que as redes sociais, estão longe de serem neutras, configuram-se como espaços de produção de subjetividade que refletem e intensificam as contradições da sociedade atual. Torna-se, portanto, necessário desenvolver práticas críticas de uso, capazes de potencializar benefícios e reduzir riscos, promovendo formas mais equilibradas e emancipatórias de convivência digital.