A Ética de al-Kindī:

sobre a Felicidade n’A Arte de Dissipar a Tristeza

Autores

  • José Wilson da Silva Universidade Estadual do Ceará

Palavras-chave:

al-Kindī, Ética, Felicidade, Desejo

Resumo

O presente artigo visa estabelecer uma concepção de Felicidade na Ética de al-Kindī a partir da análise de seu texto epistolar A Arte de Dissipar a Tristeza. Na contramão da leitura da maior parte dos pesquisadores, que consideram que a obra se trata de um manual terapêutico ou um conjunto de orientações morais desprovida de fundamentos teóricos mais fundamentais, argumenta-se aqui que A Arte de Dissipar a Tristeza é um opúsculo profundamente ancorado em pressupostos Epistemológicos, Metafísicos, Psicológicos etc. Portanto, lê-se a referida obra como um verdadeiro tratado de Ética no qual a Felicidade ocupa um lugar importante. A questão é que o tratamento da Felicidade se articula em dois modos: uma felicidade na vida terrena proporcionada pelo regramento das paixões e reorientação do desejo que deve ser direcionado para os verdadeiros bens (as coisas inteligíveis); a outra Felicidade realizável somente quando nossa alma se separa do nosso corpo, quando a alma contempla o mundo inteligível de maneira plena. Ambos modos são expressão do desejo plenificado alcançado pela obtenção dos bens que são permanentes e necessariamente alcançáveis.

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Biografia do Autor

José Wilson da Silva, Universidade Estadual do Ceará

Atualmente, Professor Temporário da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Mestrado, doutorado e Pós-Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Doutorado Sanduíche na Université Libre de Bruxelles (ULB). Coordenador do Grupo de Estudos de Filosofia Árabe Medieval (GEFAM).

Publicado

2026-04-10

Como Citar

SILVA, José Wilson da. A Ética de al-Kindī:: sobre a Felicidade n’A Arte de Dissipar a Tristeza. Trilhas Filosóficas, [S. l.], v. 18, n. 1, 2026. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RTF/article/view/7722. Acesso em: 13 abr. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Filosofia Medieval Judaica e Islâmica (v.18, n.1, 2025)