O descaminho das ciências em crise e o seu “dar as costas” indiferente segundo Husserl
Palavras-chave:
Edmund Husserl, crise das ciências, naturalismo, teleologia, Geometria, origemResumo
O presente artigo aborda o problema da crise das ciências europeias na filosofia de Edmund Husserl. O artigo encontra-se dividido em três partes: na primeira delas, aborda a crítica de Husserl à doutrina do Naturalismo (solo sobre o qual se apoiam as ciências da natureza), cujos contrassensos contribuem para o surgimento da crise em questão; a segunda parte mostra que tais ciências em crise sucumbiram a um desvio, perdendo de vista a ideia diretriz do seu fim autêntico (segundo Husserl, constituir-se como uma ciência “autêntica”); por fim, a terceira parte esclarece que essas mesmas ciências terminariam por se tornar, sem que notassem, insensíveis às suas motivações espirituais originárias. Em resumo, para Husserl, tais ciências em crise afastaram-se, em seu “descaminho”, da intenção do seu fim autêntico e do seu começo originário.
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