“Memórias do Subsolo”:
um Experimento Filosófico-Psicológico com a Liberdade
Palavras-chave:
Dostoiévski, Tchernichévski, Nietzsche, Liberdade, VontadeResumo
O artigo procura desenvolver uma reflexão sobre a liberdade na novela “Memórias do Subsolo”, considerando a crítica feita por Dostoiévski ao egoísmo racional de Tchernichévski e procurando examinar os pressupostos filosóficos e psicológicos desta crítica, que nos levam a pensar a respeito dos fundamentos da vontade humana, que deseja não apenas o útil e o vantajoso, que em certo sentido são bastante louváveis, mas, sobretudo, deseja aquela que é considerada por Dostoiévski como a maior de todas as vantagens, que consiste também em poder querer aquilo que vai contra tudo o que seria vantajoso para o homem e que será pensado por ele como sendo “a vontade independente”, o que nos permite pensar a relação de familiaridade e parentesco, o “instinto de consanguinidade”, com aquilo que Nietzsche pensou com a expressão “vontade de poder”.
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