PERCEPÇÕES SOCIOLINGUÍSTICAS DE ENUNCIADOS ORAIS
UM COMPARATIVO ENTRE CEGOS E VIDENTES DA PARAÍBA
DOI:
https://doi.org/10.59776/2357-8203.2025.5437Palavras-chave:
Língua, cegos, percepção, Prosódia, SociolinguísticaResumo
A presente pesquisa insere-se no campo da Sociolinguística variacionista e busca compreender as percepções enunciativas de estudantes cegos e videntes da Paraíba diante de enunciados orais. Desse modo, o objetivo central consiste na análise dos fatores que motivam a identificação da variação linguística por pessoas cegas, comparando-os às percepções dos videntes. Metodologicamente, trata-se de uma investigação qualitativa, descritiva e indutiva, realizada por meio de entrevistas sociolinguísticas com estudantes de instituições especializadas e escolas regulares, utilizando áudios de falantes de diferentes regiões do Brasil. O aporte teórico apoia-se em Vygotsky (1997), Bagno (2007), Labov (2008) e Tarallo (2002), articulando teoria da compensação, variação linguística e prosódia. Quanto aos resultados parciais, estes indicam que ambos os grupos reconhecem variações fonológicas, regionais e culturais, mas os cegos atribuem maior relevância à prosódia como recurso de inteligibilidade. Conclui-se que o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre diversidade linguística e inclusão, oferecendo subsídios para práticas pedagógicas/sociais mais equitativas, sensíveis às especificidades perceptivas das pessoas cegas.
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