A violência contra a mulher em romance de Lula-lua de Zila Mamede
uma análise das representações líricas
DOI:
https://doi.org/10.59776/2357-8203.2026.7775Palavras-chave:
poesia, violência, gênero, Zila MamedeResumo
De uma vasta produção literária inserida no intervalo de 1953 – estreando com Rosa de pedra – a 1984 – com A herança, sua última publicação – aparecem muitos temários na poética de Zila Mamede, dentre eles a figura da mulher em sociedade. Alicerçado nesse viés da poética da autora, cânone da literatura brasileira produzida em solo potiguar, o presente trabalho busca analisar representações líricas da violência de gênero no contexto da poesia moderna nos versos de “Romance de lula-lua” (2023). No que concerne à metodologia, seguimos os apontamentos de Casarin e Casarin (2012) e Gil (1996), assim, este estudo está embasado no viés bibliográfico, com caracteres exploratórios e explicativos, uma vez que apoia-se em documentações escritas e pretende divulgar as representações líricas da figura feminina no contexto de violência. No arcabouço teórico sobre a poesia de Zila Mamede estão os estudos de Alexandre Alves (2006), Brito e Siqueira (2022). Como base teórica acerca da poesia moderna e sobre violência utilizamos Alfredo Bosi (1993), Araújo e Barros (2006), Hugo Friedrich (1979), Jaime Ginzburg (2010; 2012), Karl Erik Schollhammer (2000), entre outros. No texto poético analisado, o resultado aponta para uma figuração de denúncia do contexto abusivo vivenciado pelo eu-lírico, atravessado pela relação de poder e posse do ser masculino com a figura feminina, permitindo refletir sobre a atemporalidade do poema, que suscita discussões acerca da realidade social atual das mulheres no que tange à violação de seus corpos, considerando o ano da primeira publicação da obra Exercício da palavra (1975).
Downloads
Referências
ALVES, Alexandre. Silêncio, mar: a poesia de Zila Mamede nos anos 50. Natal: Sebo Vermelho edições, 2006.
ARAÚJO, Fidélia Cassandra Pereira; BARROS, Valécio Irineu. A modernidade na poética de Emily Dickinson. In: AZEREDO, Genilda; MENDONÇA, Jeová (Org.). Letra Viva – A Palavra Viva de Emily Dickinson. Edição Especial. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba, 2006.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Editora Cultrix, 1993.
BRITO, Luana Borges Scarpini de; SIQUEIRA, Joelma Santana. A inflexão neoclássica e a poesia social em Rosa de Pedra (1953), de Zila Mamede. Jangada, n. 19, p. 88-108, jan/jun. 2022. Disponível em: https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/420/351. Acesso em: 02 de julho de 2025.
FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Livraria duas cidades, 1979
GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência. São Paulo: Edusp, 2010.
GINZBURG, Jaime. Literatura, violência e melancolia. Campinas, São Paulo: Autores associados, 2012.
MAMEDE, Zila. Exercício da Palavra. Natal: EDUFRN, 2023.
SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Os cenários urbanos da violência na literatura brasileira. In: PEREIRA, Carlos Alberto et al. Linguagens da violência. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Isabel Andrade de Lima, Julia Alice Sousa Marques, Karen Priscilla Barreto de Medeiros

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.










