“WE WOL BEEN AT OURE LARGE”

A MULHER DE BATH ATRAVÉS DAS LENTES DO FEMINISMO

Autores/as

  • Ana Luiza Souza Tavares UERN

Palabras clave:

A Mulher de Bath, The Canterbury Tales, feminismo contemporâneo, representação literária feminina

Resumen

Esse artigo é uma revisita à monografia de sua autora (Tavares, 2020), e objetiva responder à pergunta de quais das ações e falas da Mulher de Bath se assemelham às crenças e críticas do movimento feminista contemporâneo. Isso se dá porque as coisas que a personagem diz e faz quebram múltiplos estereótipos e expõem muitas semelhanças com algumas das ideias discutidas pelo feminismo, apesar de ela existir na sociedade misógina do século XIV. O propósito é descrever a representação feminina no Prólogo e Conto da personagem, bem como identificar semelhanças entre seu discurso e ações e o feminismo, embora com o cuidado de não cometer anacronismo. É um trabalho relevante, visto que permitiu a afirmação de que, apesar do contexto fortemente sexista e patriarcal da Idade Média, ainda é possível encontrar atitudes de resistência pelas mulheres, ainda que sutis ou controversas. Devido a sua natureza qualitativa, a análise mostrou que a Mulher de Bath se alinhou com o movimento feminista, mas, concomitantemente, foi contra ele. Ao fim do estudo, não foi possível rotular a personagem como “anti-feminista” nem como “proto-feminista”, já que ela se posiciona em posições ambas convergentes e divergentes em relação às crenças do movimento.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Ana Luiza Souza Tavares, UERN

Mestra em Ciências da Linguagem, na linha de pesquisa Literatura, Cultura e Representação, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPCL) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Estuda as representações da figura feminina na literatura. Graduada em Letras – Língua Inglesa e suas Respectivas Literaturas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Citas

ARMSTRONG, Nancy. What feminism did to novel studies. In: ROONEY, Ellen (Org.). The Cambridge Companion to Feminist Literary Theory. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. p. 99-109.

CARRUTHERS, Mary. The Wife of Bath and The Painting Of Lions. In: EVANS, Ruth; JOHNSON, Leslie (Org.). Feminist Readings in Middle English Literature: The Wife of Bath and all her sect. 1. ed. New York: Routledge, 2005. p. 21-51.

CHAUCER, Geoffrey. Os Contos de Cantuária. Tradução de Paulo Vizioli. 1. ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 1991.

CHAUCER, Geoffrey. The Canterbury Tales. 1. ed. London: Penguin Books, 2003. Translated into Modern English by Nevill Coghill.

DONOVAN, Josephine. Feminist Theory: The Intellectual Traditions. 3. ed. New York: Continuum, 2006.

EAGLETON, Mary. Introduction. In: EAGLETON, Mary. (Org.). A Concise Companion to Feminist Theory. 1. ed. Oxford: Blackwell Publishing, 2003. p. 1-10.

EVANS, Ruth; JOHNSON, Leslie. Introduction. In: EVANS, Ruth; JOHNSON, Leslie. (Org.). Feminist Readings in Middle English Literature: The Wife of Bath and all her sect. 1. ed. New York: Routledge, 2005. p. 1-20.

MANN, Jill. Feminizing Chaucer. 2. ed. Cambridge: D. S. Brewer, 2002.

MILLETT, Kate. Política Sexual. 2. ed. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1970.

MORTIMER, Ian. The Time Traveler’s Guide to Medieval England – A Handbook for Visitors to the Fourteenth Century. 1. ed. New York: Touchstone, 2008.

PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. Tradução de Ângela M. S. Corrêa. São Paulo: Editora Contexto, 2007.

ROONEY, Ellen. Introduction. In: ROONEY, Ellen. (Org.). The Cambridge Companion to Feminist Literary Theory. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. p. 1-28.

ROONEY, Ellen. The literary politics of feminist theory. In: ROONEY, Ellen. (Org.) The Cambridge Companion to Feminist Literary Theory. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. p. 73-95.

SCANLON, Larry. Geoffrey Chaucer. In: SCANLON, Larry. (Org.). The Cambridge Companion to Medieval English Literature 1100-1500. 1. ed. New York: Cambridge University Press, 2009. p. 165-178.

SCASE, Wendy. Re-inventing the vernacular: Middle English language and its literature. In: SCANLON, Larry. The Cambridge Companion to Medieval English Literature 1100-1500. Cambridge University Press: New York, 2009. p. 11-24.

SHOWALTER, Elaine. Feminist Criticism in the Wilderness. Critical Inquiry, Chicago, v. 8, n. 2, Writing and Sexual Difference, 1981, p. 179-205.

TAVARES, Ana Luiza Souza. “We wol been at oure large”: o Conto da Mulher de Bath sob a ótica do feminismo contemporâneo. 2020.72p. Monografia (Graduação em Letras Língua Inglesa e suas Respectivas Literaturas) – Faculdade de Letras e Artes, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mossoró, 2020.

WEIL, Kari. French feminism’s écriture feminine. In: ROONEY, Ellen (Org.). The Cambridge Companion to Feminist Literary Theory (org). 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. p. 153-171.

Publicado

2025-12-30

Cómo citar

SOUZA TAVARES, Ana Luiza. “WE WOL BEEN AT OURE LARGE”: A MULHER DE BATH ATRAVÉS DAS LENTES DO FEMINISMO. COLINEARES, Mossoró, Brasil, v. 10, n. Único, p. 77–91, 2025. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RCOL/article/view/5701. Acesso em: 27 ene. 2026.

Artículos similares

1 2 3 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.