A continuidade indivisa da experiência:

o papel da intuição nas filosofias de Husserl e Bergson

Autores

Palavras-chave:

Husserl, Bergson, Intuição, Fenomenologia, Espiritualismo

Resumo

Este artigo analisa o conceito de intuição, com base nos pressupostos de dois autores contemporâneos, Husserl e Bergson. Este conceito foi elementar para as filosofias de ambos, como parte da sua recepção crítica e comum da filosofia transcendental de Kant, na qual a intuição foi um componente incontornável. Apesar de suas abordagens apresentarem especificidades, o uso metodológico do conceito de intuição é semelhante em algumas de suas nuances teóricas. São duas as principais correspondências: a primeira é a de que Husserl e Bergson caracterizaram, respectivamente, a intuição como o elemento cognitivo que permite a apreensão das “coisas mesmas” e do “absoluto”, por meio de adaptações da teoria da intuição kantiana. A segunda diz respeito aos modos como cada um operou a crítica ao empirismo, por meio do aprofundamento do problema da temporalidade, compreendendo a intuição como um “objeto temporal”, indissociável da noção de duração. O papel metodológico da intuição é, em ambos, o de viabilizar a “continuidade indivisa” das experiências. No entanto, há dissonâncias entre eles, no que se refere ao vínculo da intuição com a percepção.

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Biografia do Autor

Luciane Luisa Lindenmeyer, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

Doutora em Filosofia pelo PPG UNISINOS, com bolsa CAPES/Proex. Professora substituta do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS.

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Publicado

2026-03-17

Como Citar

LINDENMEYER, Luciane Luisa. A continuidade indivisa da experiência:: o papel da intuição nas filosofias de Husserl e Bergson. Trilhas Filosóficas, [S. l.], v. 18, n. 2, 2026. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/RTF/article/view/7475. Acesso em: 19 mar. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Edmund Husserl (v.18, n.2, 2025)

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