Entre avanços e desafios
um estudo comparativo da acessibilidade na Praia de Ponta Negra (RN)
DOI:
https://doi.org/10.59776/2764-5835.2026.8447Palabras clave:
Acessibilidade, Turismo, DesenvolvimentoResumen
O turismo consolidou-se como um dos setores mais lucrativos globalmente, atuando como vetor de desenvolvimento e inclusão social. Diante disso, debates sobre o turismo acessível buscam garantir a autonomia e a democratização do acesso de pessoas com deficiência (PCD) ou mobilidade reduzida aos destinos. Este artigo apresenta um estudo qualitativo e exploratório que analisa comparativamente os relatórios de acessibilidade da Praia de Ponta Negra (RN) desenvolvidos pelo Observatório Potiguar de Inovação do Turismo (OPOTUR) nos anos de 2024 e 2025. O levantamento de 2024 contou com 100 respondentes (exclusivamente PCD ou com mobilidade reduzida), enquanto o de 2025 foi ampliado para 304 participantes (incluindo pessoas sem deficiência). Os resultados indicam uma sutil melhora na percepção geral positiva da acessibilidade local, que subiu de 20,4% para 35,2%. Contudo, a maioria dos entrevistados em ambos os anos (79,6% em 2024 e 64,8% em 2025) ainda considera a praia não acessível. A avaliação por meio da escala de Likert revelou uma persistente concentração de classificações "Regular" em aspectos estruturais vitais, como mobilidade urbana, acesso à praia, hotéis e restaurantes, embora os equipamentos turísticos tenham demonstrado avanço expressivo em 2025. Conclui-se que persistem barreiras urbanísticas severas no local, reforçando a necessidade emergencial de intervenções de infraestrutura e de políticas públicas voltadas à inclusão social e ao fortalecimento do desenvolvimento do turismo regional.
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