A educação linguística e o reconhecimento da bagagem em contexto plurilíngue
um estudo com alunas da área rural de São Lourenço do Sul/RS
DOI:
https://doi.org/10.59776/2357-8203.2026.8142Palabras clave:
educação linguísticaResumen
O presente artigo consiste em um recorte de uma pesquisa de doutorado sobre consciência sintática e percepção plurilíngue. O objetivo deste artigo é analisar como a discussão mediada de conceitos linguísticos influencia o reconhecimento e a ampliação da percepção do próprio repertório linguístico de indivíduos plurilíngues. As participantes são alunas do 9º do ensino fundamental, residentes da área rural de São Lourenço do Sul/RS, e têm contato com português e pomerano desde a infância e outras LE na escola. A pesquisa baseia-se em autores que tratam de temas como bilinguismo, plurilinguismo e multilinguismo (Maher, 1997; Mozzillo, 2001; Grosjean, 2008, 2010, 2013; Limberger, Mota; Buschweitz, 2020; Griep, 2021; Cenoz, 2013; Pupp Spinassé; Mozzillo, 2021), insegurança linguística (Calvet, 2002; Moussion, 2024; Carraro, 2025), educação linguística (Bagno; Rangel, 2005) e línguas minoritárias (Völz; Limberger, 2023; Altenhofen, 2013, 2019). Configurando-se como uma pesquisa qualitativa, os dados foram coletados através de uma entrevista inicial e de atividades desenvolvidas no decorrer de um minicurso, incluindo montagem de bagagem linguística e identificação de contextos de uso de línguas. As análises foram realizadas a partir da comparação das percepções antes e depois da intervenção do minicurso. Os resultados indicam que as discussões ampliaram a percepção das participantes sobre seus repertórios, promovendo a inclusão de línguas estrangeiras e em estágio inicial de aprendizagem ao mitigar a insegurança linguística. Além disso, observou-se a diversificação dos contextos de uso do pomerano e uma identificação ampliada da bagagem linguística em âmbitos como a escola, a música e as interações sociais.
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