MARIA NEGRA: A VISÃO DA MULHER NEGRA NA OBRA ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS E A RECEPÇÃO LITERÁRIA DO “CLUBE DE LEITURA VIRTUAL JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA”
DOI:
https://doi.org/10.59776/2357-8203.2025.5370Palavras-chave:
Anarquistas, Graças a Deus, personagem negra, literatura, clube de leitura, recepçãoResumo
Com o objetivo de compreender a importância dos clubes de leitura no Brasil como lugares privilegiados de formação leitora, destaca-se a recepção da obra Anarquistas graças a Deus (1979) de Zélia Gattai, em especial analisa-se a presença da personagem Maria Negra, nessa obra, que foi lida pelos integrantes do Projeto de Extensão “Clube de leitura virtual João Anzanello Carrascoza”. Esse clube de leitura é resultante de projeto de extensão, que tem como público alvo alunos do curso de Letras da UNESPAR, bem como a comunidade de Paranavaí (PR) e região, além dos estudantes do curso de Pedagogia da FACCAT, e comunidade de Tupã (SP) e região. Por meio dos relatos de leitura dos integrantes, respostas do formulário de presença on-line e comentários escritos no chat, foi possível compreender como os temas e a estética presentes no livro foram recebidos por cada integrante, com diferentes perfis e experiências de leituras. Dado o contexto, a partir dos comentários dos membros do clube, é possível compreender como os leitores percebem e analisam a situação da mulher negra brasileira a partir da leitura do livro Anarquistas Graças a Deus, com foco em Maria Negra. O texto divide-se em duas partes: uma leitura sócio-histórica da personagem em pauta, sustentada por registros históricos que descrevem a condição da mulher afro-brasileira pós-abolição, e como a literatura de Gattai reflete essa situação; e na sequência, os comentários e opiniões dos integrantes do clube de leitura a respeito do tema.
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Referências
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