Avaliação de gêneros orais: critérios em debate
DOI:
https://doi.org/10.22297/dl.v7i2.3205Palavras-chave:
Produções orais, Avaliação, EnsinoResumo
Luiz Antônio Marcuschi é um linguista pioneiro no estudo das características da oralidade em língua portuguesa. Seu legado nos é imprescindível não somente para a descrição do português falado como também para a valorização da produção oral em situações de ensino e aprendizagem. O vulto dos estudos sobre a oralidade, no Brasil, tem referência nesse linguista e acompanhamento dos que nele se alicerçaram. Assim, a oralidade, o texto falado é fator de aprendizado e não deve ser visto como fato "natural", como não ensinável. Inserimo-nos nessa perspectiva, com o objetivo de problematizar a avaliação de produções orais no Ensino Superior. Para isso, elencamos a noção bakhtiniana de gênero e elaboramos um questionário online, a fim de saber a percepção de estudantes do ensino superior sobre critérios avaliativos de três gêneros orais, a saber, a entrevista, o debate regrado e o seminário com arguição. Essa estratégia baseou-se na orientação de Normand (2006) a respeito de ter no falante a fonte para a análise linguística. À essa proposta articulamos as "pistas" para avaliação do oral propostas por Dolz & Schneuwly (1998). Dessa articulação, chegamos a parâmetros gerais para avaliação dos gêneros orais eleitos.
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